18 fevereiro 2009
É só uma ideia
Quem sabe esta?
17 fevereiro 2009
Receituário para desencantados da vida
Jovem, se padeces de casamento aborrecido e estás farto de entrar no trabalho a horas normais e sair a horas mais ou menos normais (nunca são tanto como as de entrada, já se sabe...); se estás aborrecido por só poder ir ao supermercado aos fins-de-semana quando anda por lá muita gente; se te atormenta não ter tempo para ir ao banco a não ser que te levantes às seis e meia da manhã; se te angustiam as filas para comprar bilhetes de cinema ao sábado ou ao domingo; se não te importas de não poder ver o teu clube na bancada ou mesmo na TV; se já não aguentas pensar no que vais fazer para o jantar
Experimenta:
Trabalhar num diário que fecha muito tarde; poder dormir de manhã (se não tiveres filhos, claro, ou a(o) tua/teu mulher/marido tratar dele); não ver o teu filho crescer; não ir ao cinema de todo, porque ao dia de semana descobre-se sempre mais tarefas para cumprir e burocracias para satisfazer; ir ao supermercado pelo menos uma vez por semana e ter caminho livre para desbaratar dinheiro; não pôr os pés num estádio durante meses; não ver os amigos e faltar às festas de anos deles; não passar fins de semana românticos
Bastam dois anitos. Depois voltas à vida anterior e a gente conversa, sim?
04 fevereiro 2009
O português da REN
Anúncio da REN (Redes Energéticas Nacionais, a cheirar a dinheiro de contribuinte e cliente, portanto) a dizer (e bem) que tem muito cuidadinho com as cegonhas e os seus ninhos: Localização PREvilegiada.
Há necessidade? Quem tem culpa, além do degradante e degradável sistema de ensino? A agência que produziu o anúncio, os senhores da REN que o aprovaram e mesmo, neste caso, os senhores da Visão que o deixaram publicar assim.
Gente com lugares PREvilegiados na vida devia saber escrever privilégio...
03 fevereiro 2009
01 fevereiro 2009
Uma bela discussão
31 janeiro 2009
Conto de fadas

Em 2005 o rapaz, visivelmente coxo, entrou três ou quatro vezes em campo para ajudar o Benfica a ser campeão e cerca de 1/8 dos alegados seis milhões a saber o que isso é.
Hoje o rapaz, ainda coxo, entrou em campo para ganhar um jogo destinado ao empate. Parece um conto de fadas, mas na verdade só o será se o Benfica for campeão este ano e ele fizer, vá lá, mais dois golitos.
Mas porra! Se isso acontecer, se os contos de fadas podem ser verdadeiros, quero a minha casa de chocolate, o meu palácio para viver, o meu cavalo branco (mentira, tenho medo...), o meu reino, os meus escudeiros, os meus amigos mosqueteiros, os meus bandidos para combater e derrotar, tudo. Uma Bela Adormecida não preciso, obrigado - já tenho. Porque também temos de fazer alguma coisa pelos nossos verdadeiros contos de fadas, não é?...
16 dezembro 2008
Canastronas
Meninos e meninas, fáchavor de espreitar e votar!
10 novembro 2008
Questões de género
Oiço ainda: simultaneamente, LAURA Bush vai mostrar vai mostrar os cantos à casa a Michelle Obama, sua sucessora como primeira dama dos Estados Unidos.
Porreiro. Está visto, pelo exemplo da Grande Democracia, que o lugar da mulher ainda é esse mesmo: tratar da casa, preocupar-se com os sítios que acumulam mais pó, saber onde as crianças podem brincar e onde vão fazer os trabalhos de casa (se bem que nisto LAURA ajuda pouco).
Só pergunto: se Hillary Clinton tivesse ganho as primárias democratas e com isso chegasse a presidente, será que LAURA Bush passava o tempo da audiência a mostrar os cantos da casa a Bill?
(Sabemos que por acaso não é preciso e dispensam-se brincadeiras e subentendidos com a sala oval, OK? O assunto aqui é mais sério e infinitamente mais importante que um fellatio)
O caminho certo
08 novembro 2008
Digam lá...
Vale rebuçado.
30 outubro 2008
Cuidado, eles andam armados
O general disse qualquer coisa como: os jovens militares, se continuarem a sentir-se injustiçados, podem cometer actos pouco consentâneos com a democracia.
Não se sabe exactamente o que pensam os «jovens militares», mas rapidamente outras duas altas patentes vieram concordar com o general.
E pronto, como andam armados podem dar-se a este luxo de ameaçar o estado de Direito só porque a crise também lhes bate à porta. O pior da história é que a História já nos deu fartos e bastos exemplos de que os militares sabem mesmo fazer levantamentos e golpes de Estado.
Este governo não é brilhante e os dias que se vivem não são dos melhores, mas a ideia de uma Junta Militar à frente do País é no mínimo assustadora e no máximo aterradora.
Conhecidos e louvados pela forte disciplina que impõem, espera-se que as estruturas militares, ao invés de ameaçarem, saibam controlar estes excessos de linguagem (por enquanto de linguagem...). Se não souberem, pede-se ao governo e, em especial, ao número 1 das Forças Armadas, o Presidente da República, que puxe as orelhas aos senhores e os mande descansar na caserna depois de fazerem 200 flexões com cada braço.
28 outubro 2008
A propósito disto aqui
Exmos. senhores:
Vêm de há algum tempo as minhas interrogações sobre a real vantagem de ser, hoje, sindicalizado. Na minha opinião (que vale apenas enquanto tal, naturalmente), o SJ padece do mal geral do sindicalismo, pelo menos em Portugal - pouca adequação aos tempos modernos e dificuldades tremendas na leitura e adaptação ao que é, actualmente, o mundo laboral.
A recomendação do Conselho Deontológico (CD) de 24 de Outubro, a propósito da alegada «linguagem violenta utilizada no noticiário desportivo», fez-me pensar precisamente em tempos antigos, que não vivi mas dos quais tenho conhecimento. Os tempos em que os jornalistas «desportivos» não podiam ser sindicalizados.
O estigma que paira sobre a informação desportiva continua vivo. Isso sim, já tenho sentido na pele. Apenas da parte de companheiros de profissão, felizmente, já que no que respeita ao público que nos lê, ouve e vê os números vão falando por si.
O facto de o CD referir, no documento, a possibilidade de «cair na denominação de jornalismo menor» revela todo o preconceito que subsiste. Isto para não falar do conceito de «jornalista desportivo». Desconheço a denominação, ignoro a tipologia que separa jornalistas por classes ou assuntos. Ou também há recomendações a «jornalistas políticos», «jornalistas económicos», «jornalistas sociais» ou «jornalistas hortícolas»? Ou mesmo a «jornalistas sindicais», que no caso desta recomendação esquecem o óbvio dever de citar as fontes donde emanam as queixas que a motivaram, deixando o manto da suspeição cair sobre todos os jornais do país, visto que nenhum abdica de generosas fatias das suas edições para dedicar à informação desportiva?
Sindicalizei-me assim que me iniciei na profissão, como estagiário, há 14 anos. Sempre que discuti a filiação com outros jornalistas da minha geração (não filiados em maioria), descobri que o meu único argumento para continuar era uma questão política e ideológica. Esta «recomendação» atinge-me enquanto profissional. Como a política e a ideologia não se praticam nem defendem através do pagamento de quotas mensais - nem, quanto a mim, através de metodologias, preconceitos e formas de luta ao estilo dos anos 70 e 80 - entendo desfiliar-me do Sindicato a partir desta data.
Com os melhores cumprimentos
14 outubro 2008
Baquetas, por favor. Por favor!
12 outubro 2008
Questões incontornáveis
Music day - II
Parabéns! E os discos?...
17 setembro 2008
Welcome home
13 setembro 2008
Enfim...
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Create your own visited map of The World or determine the next president
Se tivesse vivido só dez por cento da minha vida ainda vá lá... Mas enfim - desistir nunca!
04 setembro 2008
06 julho 2008
20 junho 2008
Era tanto e acabou-se...
Não sei se era do vermelhinho dos equipamentos novos, se era da qualidade do Ronaldo e da classe do Moutinho, se era da eterna sorte do Scolari, se era de ter estado uns dias na Suíça a respirar um Europeu que parecia feitinho para ganharmos, se era de achar que se calhar o Ricardo até nem era assim tão mau e comprometedor...
Não sei porque era, na verdade, mas achava mesmo que no mínimo íamos até Viena. Afinal vimos para casa cedinho, como os meninos bem comportados, pronto. E eu cá vou na mesma a Viena, espero que com o coração a bater pela Holanda ou pela Espanha.
Ainda estamos a quente, mas há sempre gente mais lúcida e portanto o cenário fica perceptível: 1) um companheiro aqui do lado descobriu fotos dos três golos alemães nas quais o Ricardo tem os olhos fechados
2) uma companheira de outras guerras foi lapidar: impossível ganhar alguma coisa com o Ricardo na baliza. Quem é do Sporting que levante o braço! (pronto, OK, a Taça contra o Belenenses...)
Até já. Até sempre.
27 abril 2008
Onde o mar é mais azul e tudo mais verde... multa-se
25 abril 2008
Música em liberdade, ou o 25 de Abril explicado (?) a um fedelho de quatro anos

- Mas paaaaai, então não posso ouvir os Trovante?!
Claro que pode. Afinal... viva a Liberdade.
17 abril 2008
Parabéns à SIC...
05 abril 2008
Sair é bom, reencontrar ainda melhor
Fica bem nas poesias dizer que cheira a buganvílias, a alecrim, a amores-perfeitos (os amores-perfeitos só podem ter cheiro, pelo nome...).
Não tenho poesias. Só sentidos. E senti o cheiro de Primavera/Verão de São Pedro. O de Inverno é mais parecido com outros, fumos de lareiras e assim. Mas este da estação quente é só daqui. E foi numa estação quente que aqui arribei pela primeira vez. Vai fazer 14 anos.
Vai fazer 14 anos... E eu estou aqui.
02 abril 2008
Sair é sempre bom, de avião ainda melhor
Até já.
23 março 2008
22 março 2008
Parece mentira, mas aconteceu (e há testemunhas)
À noite, quando o lombo de porco com castanhas já estufava, recebi um telefonema simpatiquíssimo do Continente Colombo. Que tinha lá deixado uma carteira e uns óculos. Dei graças por ser sócio do hipermercado (presumo que tenham sacado o telefone por aí) e muito maiores e mais graças ao senhor que teve a gentileza de tirar o meu ex-carrinho da fila, ver lá os meus pertences e entregá-los nas informações.
Parece mentira, mas ainda acontece. Com um bónus que eu já nem pedia: sinceramente não me lembrava de quanto dinheiro tinha na carteira, sabia apenas que não era muito. Na hora do resgate (foi aí que soube ter sido um senhor), estavam lá 15 euritos dentro.
É bom poder acreditar na raça humana. Ao dito senhor, se por acaso é internauta e ler isto (pouco provável, mas não menos do que entregar carteira, óculos e dinheiro assim de boa vontade), um grande OBRIGADO. Pelas coisas e pela oportunidade de acreditar.
19 março 2008
Pode ser exagero, mas gostar de música(s) é assim mesmo
17 março 2008
Filosofias de casa de banho
Bom, a dúvida é a seguinte: por que raio os homens hão-de ter que deixar a casa de banho pronta a usar por elas e não o contrário - ela faz o seu chichizinho e elegantemente deixa o tampo levantado para ele poder usufruir depois?
14 março 2008
Uma pala nos olhos dos governantes
É preciso comentários? Se sim, mandem!
Porque pensar faz bem, paremos um pouco
Miguel Real, autor do livro A Morte de Portugal - escritor, professor, ensaísta, em entrevista à Visão
Trata-se, apenas, da pérola que mais me fez soar campainhas de alarme na consciência quando li a entrevista. Mas seguramente mais de dois terços das afirmações polémicas deste senhor fazem-nos pensar. E pensar, mesmo que pouco mais possamos fazer aos dias úteis e não nos sobre tempo nos dias de folga, ainda não paga imposto.
10 março 2008
Eu sei que vais ler
Olá.
O teu neto está grande, grande. Esperto, o rapaz, desenrascado. Tem alguns medos e muitas certezas. Gosta de animação e vai ter uma festa logo à tardinha, com amigos dele, amigos dos pais e gente da família, claro. Quatro anos, quatro. Consegues vê-lo da fotografia da sala, não é? Acho que ele não te conhecerá se te encontrar na rua, mas sabe muito bem quem és.
Estive todo o dia à tua espera, ontem. Sim, eu sei - há três anos, há três noves de Março que sei que não podes vir. Mas eu espero, que queres? Espero sempre. A festa, afinal, é tua. Foi tua a dor, tua a alegria, tua a energia. Eu só saí para um mundo nem sempre bonito mas que felizmente tem conseguido ser meu amigo. E como não vens não há festa. Só houve 30 festas. Se calhar chegam. Depois nasce outro dia e chega a outra festa, que também só viste uma vez.
Já sei que não vais aparecer hoje. Por isso te tenho aqui, agora, enovelada no nó que me tapa a garganta. Prometi chorar-te sempre que quiser. Mas nas mais das vezes não consigo. Fica só o nó. E soltam-se os dedos.
Beijo doce, como sempre
Teu filho, Xano
28 fevereiro 2008
Vamos ao fim da rua, vamos ao fim do Mundo

26 fevereiro 2008
O mapa das vertigens
Depois há outra vez as vertigens. Rápidas, vorazes, alucinantes.
Há as esperanças e os medos. A esperança de já sermos melhores, agora que sabemos mais de nós, e o medo de nunca o conseguirmos ser, agora que continuamos um mistério tão grande.
Há as certezas dos afectos eternos e as incertezas do mapa de nós que dificilmente decifraremos em vida e certamente nos será vedado depois da morte, porque mortos estaremos.
Há o consolo de um abraço, o conforto de uma palavra ou de um silêncio. Há o temor de um abraço, o desconforto das palavras e dos silêncios.
Há uma corda bamba sobre a qual, loucos por nós próprios, até chegamos a correr. Depois há uma estrada firme onde mal nos atrevemos a dar um passo com medo que a terra se abra de repente. Ou se reabra de repente.
Há âncoras às quais nos agarramos e sabemos que não nos deixarão ir ao fundo, por mais que o mar nos açoite. Há ondas que nos levam sem percebermos quando nos enrolaram ou quando já somos só uma parte da espuma que abraça a areia das praias.
Há muito, há tanto! E por haver tanto, por haver muito, há que caminhar. Nadar, flutuar, planar e voar.
Aterraremos todos no mesmo sítio. Já sem olhos, então, para ler o nosso mapa.
20 fevereiro 2008
Amor é...
03 fevereiro 2008
2.º andar A/ 4.º andar B
trata-o bem,
muito bem de mansinho
que ainda agora
vai pisar outro caminho»
Para ti (sabes quem és?)
Que vento tão forte lá sopra, é o do amor
Por vezes parece uma rua assombrada
Com sombras de bruxa fazendo de fada
Que faço eu na rua deserta do amor
Não há uma só porta aberta pró amor
Por vezes lá se abre uma frincha de nada
Na porta do amor que eu queria escancarada
Sérgio Godinho, «Amores de Marta»
Mais leituras aqui
As cancelas
02 fevereiro 2008
Puuuuuuuxa!
01 fevereiro 2008
É a vida, já dizia o outro
28 janeiro 2008
Sinais
Percebe-se que estamos inseguros quando queremos muitas coisas ao mesmo tempo e desconfiamos que queremos algumas delas precisamente porque não acontecem, essas e outras.
Percebe-se muita coisa e isso às vezes serve-nos de tão pouco.
26 janeiro 2008
Se a noite falasse...
25 janeiro 2008
Eles estão de volta
Livro de instruções
RETOMA
18 dezembro 2007
15 novembro 2007
Nunca largues o piano
13 novembro 2007
A voz
28 outubro 2007
O joelho que adivinha chuva
27 outubro 2007
11 outubro 2007
11 fevereiro 2007
E pronto!
Alívio - é isto que sinto no dia em que Portugal se aproximou um pouquinho mais do grau de civilização europeu.
Desilusão, ainda assim - é o que sinto por ver mais de metade dos eleitores alheados do referendo.
P. S. - Que as pessoas do Não envolvidas em associações de apoio à maternidade continuem o seu bom trabalho. Sem ironia. Porque ninguém é «a favor do aborto livre» nem o acha intrinsecamente bom, ao contrário do que tentaram propagandear durante semanas.
09 fevereiro 2007
E porque está quase na hora, queria só lembrar que...
Há muita gente que fez/apoiou ou fará/apoiará abortos e vai votar «Não».
Há muita gente que nunca fez/apoiou nem admite fazer/apoiar um aborto e votará «Sim».
Quem votar «Não» acha que as mulheres que façam abortos antes das 10 semanas devem ser presas e proibem-nas de fazê-lo num estabelecimento de saúde legalmente autorizado.
Quem votar «Sim» acha que as mulheres que façam abortos antes das 10 semanas devem poder fazê-lo em estabelecimento de saúde legalmente autorizado e não devem ser presas.
Duas hipóteses para quem ainda não percebeu que é SÓ isto que está em discussão: ou tem graves dificuldades cognitivas ou deixou-se enredar na demagogia do «Nao».
04 fevereiro 2007
«É amar-te assim perdidamente»
Presa! Presinha é que a Florbela Espanca tinha ido bem, pá! Ou o valor da vida é só até à semana 1870, mais ou menos as que a senhora tinha quando decidiu matar-se? E lá está outra vez esta coisa de a mulher decidir, pá, sempre a mesma cantiga, mas onde é que pára a moral!?!
18 janeiro 2007
Nem um santo, caramba!

É aconselhável, sim, mas muito difícil manter a calma perante as alarvidades ditas por este beato que ao mesmo tempo parece que é economista. Comparar o recurso ao aborto com a explosão na utilização dos telemóveis (em caso de vitória do «sim») merece, aliás, uma grande falta de calma dirigida ao indivíduo. Mas pronto, calma: afinal ele deve perceber muitíssimo pouco sobre mulheres e o que lhes pode ir na alma...
P. S. - É beato, economista e tem nome, mas vai pequenino por causa da publicidade enganosa: João César das Neves
P. S. 2 - Olá a ti, amig@, que deves ser @ únic@ que ainda cá volta desde Setembro...
15 setembro 2006
Que não lhe caia um cruzado em cima

Bento Ratzinger, o 16.º a contar do Céu (acho que é do Céu), citou um antigo imperador bizantino para constatar, mais coisa menos coisa, que a palavra de Maomé apenas servira como incentivo à violência. O mais engraçado é falar em «propagação da fé através da espada».
Ainda bem que no passado do cristianismo e do catolicismo não há nada disto. Já imaginaram a vergonha do senhor se isso por absurdo fosse verdade e então lhe recordassem, 150 anos depois, umas aulas de história do secundário?
08 setembro 2006
Desculpem lá não gostar dos Pearl Jam*
24 agosto 2006
Bons auspícios?
Início de Outubro — Coliseu de Roma e toda a Roma que reste e a gente consiga galgar
Início de Novembro — Chico Buarque no Coliseu de Lisboa
Candeia que vai à frente alumia duas vezes ou o primeiro milho é para a pardalagem?
16 agosto 2006
A Merche e o bidé

Abençoado 24 Horas! Graças a ele (ainda bem que não vai em cantigas de silly season em Agosto, desculpa esfarrapada de outros jornais para nos inundarem de futilidades), graças a este jornal, dizia, sei agora que Merche Romero não vai ter bidé na casa nova de Gaia. E sei mais: a peça existia e ela mandou tirá-la.
Muitos mortais nascidos na segunda metade do século XX já perceberam que o bidé não serve para nada. Tem a ver com o facto de tomarmos mais vezes banho, e assim. Mas até ontem ainda havia muito quem o utilizasse. Merche, querida, acabas de dar cabo de uma parte da indústria, topas? Depois de teres dito ao 24 que nem percebes «porque é que os construtores ainda os colocam», quem se atreverá a receber um convidado correndo o risco de ele se deparar com um bidé na casa de banho? Coisa brega...
14 agosto 2006
Pleased to meet you

Quando Richards e Jagger escreveram «Sympathy for the Devil» o meu pai tinha 13 anos.
Pelas 23.30 horas do último sábado, ao vê-los tocarem-na no Estádio do Dragão, confirmei a suspeita: é provavelmente a melhor música rock de sempre.
Como os Rolling Stones são a melhor banda rock de sempre.
QUE CONCERTO!!!
07 julho 2006
É com estas que o Pacheco nos lixa*
Adiante:
Há 30 quilómetros de auto-estradas prontinhos da silva, entre Pedras Salgadas e a fronteira com Espanha. Se foram feitos é porque fazem falta, mas como o primeiro-ministro podia ter de ir à final do Mundial a inauguração foi cancelada, pelo sim pelo não.
Ou seja: o Pacheco Pereira vai dizer que o Mundial é mais importante, para Sócrates, do que inaugurar a auto-estrada transmontana. Também podia passar-lhe pela cabeça que uma auto-estrada possa ser inaugurada sem um primeiro-ministro, mas isso é mais complicado para um político. Mesmo um «outsider». E depois qual era a piada de a culpa não ser do futebol?
06 julho 2006
Puta de coincidência
04 julho 2006
Chorar de amor
20 junho 2006
Uma boa ideia será sempre uma boa ideia
A Sport TV, na sua humildade de televisão mais jovem, podia seguir o exemplo e dar-nos a possibilidade de não ouvir o José Marinho, por exemplo, não acham?
17 junho 2006
Pai, o Gunaudinho!

Há momentos em que acreditamos ser bons pais e conseguir dar boa educação aos nossos filhos nestes tempos tão difíceis! Os últimos dias têm sido um somatório desses belos momentos. Com a preciosa ajuda da avó, da mãe, do tio e da candidata a tia, o meu rebento (27 meses e uns pozinhos) já quase conhece a Selecção toda, tenta trazer da tabacaria para casa as revistas com o Figo na capa, quis uma caderneta de cromos igual à do pai e entrou em êxtase quando lhe saiu o cromo do «Gunaudinho». Já sabe imitar (só com a mão esquerda) o gesto típico do maior do Mundo e colou todos os outros cromos do dia nas páginas do Brasil, à volta do Gunaudinho. E do Robinho, que é «o amigo do Gunaudinho». Só deixou, ao lado do ídolo, espaço para o «Kakáka». AH RICO FILHO!!!!
14 junho 2006
Justiça
Foto APVoltei por três segundos, só para dizer que gosto quando há justiça no futebol. Não torço pelos alemães, a não ser porque apostei que vão à final perder com o Brasil. Mas hoje fartaram-se de jogar, correr e rematar contra uns polacos que entraram em campo para defender. Aos 89 minutos atiraram duas bolas à trave. Aos 91 marcaram. Gosto quando há justiça no futebol, já tinha dito? Excepto quando é contra o Sporting, claro. Aliás, colocar justiça e prejuízo para o Sporting na mesma oração constitui em si um paradoxo.
04 junho 2006
Só pa dizer...
25 maio 2006
17 maio 2006
05 maio 2006
Toca a parir que dá bónus!
Esta nova ideia josé-socrática de penalizar fiscalmente quem não tem filhos, no entanto, vai ser difícil de bater nos próximos tempos.
Lição para o fim-de-semana: NÃO, NUNCA DIGAS QUE JÁ VISTE TUDO!
01 maio 2006
Tomem nota
«É a economia, estúpido». Tantos anos que esta frase já tem...
P. S. — Há um ano foi feriado e dia da Mãe. Foi muito bom. O Jaime ainda não andava. E não é que hoje, sem relacionar as coisas, falei de piqueniques? Ele já corre e continua a cair. Hoje, num passeio pelo campo que ainda há na cidade, esfolou lábios, nariz e testa. Nada de grave. Faz-lhe bem. Está óptimo e fala muito. Conhece-te sem hesitar na fotografia que está na sala. «Beijos doces» para ti também.
24 abril 2006
23 abril 2006
E pronto...

... ano após ano, com honrosas excepções pelo meio, chega sempre este dia. E deito-me sempre sem perceber o que custa mais, se este azul se o vermelho do ano passado. Por um lado os vizinhos do lado são mais que as mães e chatos como a potassa; por outro sempre vejo umas mão-cheias de amigos felizes.
Conclusão: o melhor mesmo são as excepções...
21 abril 2006
A formiga e o elefante
20 abril 2006
Gente séria
Eu percebo que a malta da equipa do Carrilho seja a favor do recibo verde - é a forma mais prática de pular de tacho em tacho, especialidade do centrão português. O que não percebo mesmo é como se pode sair impune de situações como esta, de faltar a uma reunião de vereadores e com isso contrariar uma tendência do seu grupo político.
Deve ser normal, o defeito é dos papalvos que ficam cá deste lado e não compreendem «a economia» (topas, Pim?). E dos trabalhadores, com certeza. Só gostava que o Carrilho um dia destes fosse ao banco e lhe negassem um empréstimo por não ser do quadro. Mas isso só acontece aos papalvos, mesmo.
P. S. - Qual foi o partido que inviabilizou uma medida a favor dos trabalhadores, qual foi? E qual foi o que propôs a medida?
19 abril 2006
Eh pá, bom proveito, hein?
16 abril 2006
É mais ou menos isto
Prémio cada macaco no seu galho, mais ou menos como funciona com os arrumadores
13 abril 2006
A Páscoa das instituições
A Igreja Católica acha que fiéis e infiéis perdem demasiado tempo a consumir informação.
Abrem restaurantes que querem que a gente se despache a comer (já tinha falado nisto?)
E ainda há quem me telefone a desejar Boa Páscoa?
12 abril 2006
12 Abr 2005
E de repente, há exactamente um ano, foi o princípio do fim.
Quantas vezes te vi?
Há quanto tempo não te beijo?
11 abril 2006
06 abril 2006
Assim de repente não consigo pensar em ideia mais estúpida
É a vergonha no seu estado mais puro, dois degraus abaixo daquela outra ideia anti-cidade de proibir o estudo nas mesas de café.
Esperem, afinal há hipótese mais estúpida, embora apenas em «upgrade»: um restaurante self-service onde se coma de pé, sem bebidas alcoólicas nem café e onde se pague um euro por minuto de ocupação do balcão. No final o cliente limpa a mesa, despeja o lixo e na entrega do tabuleiro recebe um vale para ter um barril de pipocas grátis no cinema Lusomundo mais perto dele.
QUERO LISBOA DE VOLTA!!!!
04 abril 2006
30 março 2006
Há uns meses escrevi isto*
Quero ir dormir
No dia em que os sapateiros não quiserem tocar viola, os pintores se dedicarem só à pintura e os merceeiros não tenham a mania que podem gerir supermercados, talvez o País melhore. Por enquanto, decididamente, não. Puta que os pariu.
Setembro 2005
29 março 2006
E se fosses plantar batatas?

Eh pá, não tenho nenhuma admiração especial pela Margarida Rebelo Pinto (a não ser pela pinta, mas isso fica para outro dia), mas embirro solenemente com o tal de João Pedro George.
Quem? Exacto — não sabem, né? Mas ele esforça-se: o exercício preferido dele é escrever mal de escritores, descobrir-lhes alegadas incongruências e autoplágios (a propósito, o que é um autoplágio?).
Arrasa a Rebelo Pinto e até aí tudo mais ou menos bem, petulância à parte. Mas vai por aí adiante (no 24 Horas): Saramago «tem livros que se lêem bem sem ser genial», Lobo Antunes «ilegível», Inês Pedrosa e Possidónio Cachapa «irritantes».
Ainda bem que Portugal tem génios destes. Aguardo ansiosamente o seu primeiro romance. O pior é que não percebo nada de literatura. Será que ele me deixa ler o que escreve?
28 março 2006
25 março 2006
Há jornais assim
Estamos a falar de?...
23 março 2006
21 março 2006
Eh pá, espera aí...
Mas de repente ele e ela, entre outras dezenas de amigos e conhecidos, falam é de Rock in Rio e sobretudo de Super Bock Super Rock. Com mil bandas da moda «alternativa e independente» a aterrarem na Portela.
E eu, que faço? Babo-me para cima dos bilhetes dos ROLLING STONES que consegui arranjar (mil obrigados, CPS!) sem andar em filas!
Parece-me que a coisa desta vez é mais séria...
P. S. - Rita, se te sentires realmente mal não precisas de vir, pronto, eu ligo ao meu pai, ou mesmo ao meu avô, ou assim, em último caso uma tia solteira ou um tio viúvo, e acabo por arranjar companhia.
20 março 2006
Aceitam recomendações?
À FA, federação inglesa de futebol:Olhem, vossas excelências vão desculpar por isto seguir em Português, mas estou como o nosso Felipão: ando com o inglês enferrujado. De qualquer forma, se o perceberam durante a entrevista que lhe fizeram na semana passada, hão-de arranjar maneira de me perceber a mim. Isto quem quer mesmo uma coisa não há nada que o atrapalhe, não é?
É verdade que ainda não percebi se são vocês que o querem ou ele que vos quer a vós (no meu tempo as entrevistas para emprego dependiam de candidatura do interessado no posto), mas seja como for aqui vai:
O senhor Luiz Felipe, enquanto cá trabalhou, mostrou-se de uma honestidade e de uma entrega e uma dedicação e uma paixão a toda a prova. Ainda recordamos com saudade as bandeiras em cada janela de Portugal e o Costinha e o Ricardo aos papéis enquanto o grego cabeceava para o ouro. Esteve sempre pronto para observar jogos e discutir abertamente as suas opções. Cultivou boas relações com todos os clubes e acertou com um onze-base assim que cá chegou.
É óptimo, fantástico, maravilhoso. Estávamos até capazes de jogar o Mundial sem ele, tal foi a forma como ele preparou tudo. Peço-vos, no entanto, que nesse caso nos emprestem o vosso seleccionador. Contratozito de três meses, depois logo se vê. Não vá o Eriksson já ter esquecido o Português...
18 março 2006
Pena a foto...
Foto daquiPercebe-se mal, mas eu explico e prometo, depois, tentar obter imagem digna do momento: o púlpito onde falam os congressistas do PSD, este fim-de-semana, diz «CREDIBILIDADE». Hoje à tarde, durante largos minutos, vi na SIC Notícias Alberto João Jardim com esta legenda! Se não fosse dramático até podia dar vontade de rir.
13 março 2006
Cheiro a flores
Provas?
1) Ontem à tarde cheguei de um Alentejo a ferver e já calcei as havaianas para ver a bola, acompanhadas à cintura pelo fiel calção de algodão do Campomaiorense e ao tronco por uma t-shirt azul da Champions que o Porto ganhou (chama-se adequação temática; a cerveja gelada não conta porque no Inverno marcha na mesma)
2) Hoje de manhã (oito) saí de casa só em camisa e casaco mais ou menos leve. Nem pinga de frio. Cheiro a sol e flores. Passados 45 minutos já pingava, mas suor, depois de subir do Martim Moniz para o Campo dos Mártires da Pátria. Quando se amaldiçoa um casaco está tudo dito...
3) Nem quero pensar em como estará inclemente o sol daqui a pouco, quando sair. O que vale é que agora será a descer.
4) Para quem achar que exagero (sei que há por aí muito disso), que sou um calorento e tal, a prova final, conclusiva e irrefutável de que Inverno há mais para o ano, mesmo que ainda chova: A RITA TEVE CALOR DE NOITE (e agora, querida, vais arrumar a merda do edredon de penas que já devia estar a hibernar há duas semanas, não é?)
08 março 2006
05 março 2006
Gargalhada do ano (e ainda vamos em Março)
NO ALGARVE???? AH AH AH AHAH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH!



























