Um árbitro italiano levou um balázio na cara e ficou semi-inconsciente. Os jogadores tiveram bom senso e pararam o jogo. Mas a verdade é que o árbitro não mandou parar o jogo e é a única autoridade em campo. E se eles têm continuado? Destas é que eu gostava de ver o Conselho de Disciplina e os seus primos resolverem! Agora cá cotoveladas e simulações...
18 fevereiro 2009
17 fevereiro 2009
Receituário para desencantados da vida
Isto é para vocês, que se queixam das rotinas e de ter uma vidinha e é sempre tudo igual e tudo o mais e etc.
Jovem, se padeces de casamento aborrecido e estás farto de entrar no trabalho a horas normais e sair a horas mais ou menos normais (nunca são tanto como as de entrada, já se sabe...); se estás aborrecido por só poder ir ao supermercado aos fins-de-semana quando anda por lá muita gente; se te atormenta não ter tempo para ir ao banco a não ser que te levantes às seis e meia da manhã; se te angustiam as filas para comprar bilhetes de cinema ao sábado ou ao domingo; se não te importas de não poder ver o teu clube na bancada ou mesmo na TV; se já não aguentas pensar no que vais fazer para o jantar
Experimenta:
Trabalhar num diário que fecha muito tarde; poder dormir de manhã (se não tiveres filhos, claro, ou a(o) tua/teu mulher/marido tratar dele); não ver o teu filho crescer; não ir ao cinema de todo, porque ao dia de semana descobre-se sempre mais tarefas para cumprir e burocracias para satisfazer; ir ao supermercado pelo menos uma vez por semana e ter caminho livre para desbaratar dinheiro; não pôr os pés num estádio durante meses; não ver os amigos e faltar às festas de anos deles; não passar fins de semana românticos
Bastam dois anitos. Depois voltas à vida anterior e a gente conversa, sim?
Jovem, se padeces de casamento aborrecido e estás farto de entrar no trabalho a horas normais e sair a horas mais ou menos normais (nunca são tanto como as de entrada, já se sabe...); se estás aborrecido por só poder ir ao supermercado aos fins-de-semana quando anda por lá muita gente; se te atormenta não ter tempo para ir ao banco a não ser que te levantes às seis e meia da manhã; se te angustiam as filas para comprar bilhetes de cinema ao sábado ou ao domingo; se não te importas de não poder ver o teu clube na bancada ou mesmo na TV; se já não aguentas pensar no que vais fazer para o jantar
Experimenta:
Trabalhar num diário que fecha muito tarde; poder dormir de manhã (se não tiveres filhos, claro, ou a(o) tua/teu mulher/marido tratar dele); não ver o teu filho crescer; não ir ao cinema de todo, porque ao dia de semana descobre-se sempre mais tarefas para cumprir e burocracias para satisfazer; ir ao supermercado pelo menos uma vez por semana e ter caminho livre para desbaratar dinheiro; não pôr os pés num estádio durante meses; não ver os amigos e faltar às festas de anos deles; não passar fins de semana românticos
Bastam dois anitos. Depois voltas à vida anterior e a gente conversa, sim?
04 fevereiro 2009
O português da REN
Dei com isto na Visão da semana passada, mas é provável que pulule por outros lados.
Anúncio da REN (Redes Energéticas Nacionais, a cheirar a dinheiro de contribuinte e cliente, portanto) a dizer (e bem) que tem muito cuidadinho com as cegonhas e os seus ninhos: Localização PREvilegiada.
Há necessidade? Quem tem culpa, além do degradante e degradável sistema de ensino? A agência que produziu o anúncio, os senhores da REN que o aprovaram e mesmo, neste caso, os senhores da Visão que o deixaram publicar assim.
Gente com lugares PREvilegiados na vida devia saber escrever privilégio...
Anúncio da REN (Redes Energéticas Nacionais, a cheirar a dinheiro de contribuinte e cliente, portanto) a dizer (e bem) que tem muito cuidadinho com as cegonhas e os seus ninhos: Localização PREvilegiada.
Há necessidade? Quem tem culpa, além do degradante e degradável sistema de ensino? A agência que produziu o anúncio, os senhores da REN que o aprovaram e mesmo, neste caso, os senhores da Visão que o deixaram publicar assim.
Gente com lugares PREvilegiados na vida devia saber escrever privilégio...
03 fevereiro 2009
01 fevereiro 2009
Uma bela discussão
Um recém-futuro colega de trabalho chamou a atenção para este artigo. Ora aqui está muito paninho para as mangas de uma boa discussão, se possível regada com tinto de qualidade e uns petiscos. Espreitem, vá lá (link no título para os mais distraídos)
31 janeiro 2009
Conto de fadas

Em 2005 o rapaz, visivelmente coxo, entrou três ou quatro vezes em campo para ajudar o Benfica a ser campeão e cerca de 1/8 dos alegados seis milhões a saber o que isso é.
Hoje o rapaz, ainda coxo, entrou em campo para ganhar um jogo destinado ao empate. Parece um conto de fadas, mas na verdade só o será se o Benfica for campeão este ano e ele fizer, vá lá, mais dois golitos.
Mas porra! Se isso acontecer, se os contos de fadas podem ser verdadeiros, quero a minha casa de chocolate, o meu palácio para viver, o meu cavalo branco (mentira, tenho medo...), o meu reino, os meus escudeiros, os meus amigos mosqueteiros, os meus bandidos para combater e derrotar, tudo. Uma Bela Adormecida não preciso, obrigado - já tenho. Porque também temos de fazer alguma coisa pelos nossos verdadeiros contos de fadas, não é?...
16 dezembro 2008
Canastronas
Ele voltou e está em grande forma (às vezes os links saem marados, mas isso pronto...).
Meninos e meninas, fáchavor de espreitar e votar!
Meninos e meninas, fáchavor de espreitar e votar!
10 novembro 2008
Questões de género
Oiço agora mesmo: George Bush vai receber Barack Obama na Casa Branca, na qualidade de presidente cessante que começa a passar a pasta ao presidente eleito. Tudo normal.
Oiço ainda: simultaneamente, LAURA Bush vai mostrar vai mostrar os cantos à casa a Michelle Obama, sua sucessora como primeira dama dos Estados Unidos.
Porreiro. Está visto, pelo exemplo da Grande Democracia, que o lugar da mulher ainda é esse mesmo: tratar da casa, preocupar-se com os sítios que acumulam mais pó, saber onde as crianças podem brincar e onde vão fazer os trabalhos de casa (se bem que nisto LAURA ajuda pouco).
Só pergunto: se Hillary Clinton tivesse ganho as primárias democratas e com isso chegasse a presidente, será que LAURA Bush passava o tempo da audiência a mostrar os cantos da casa a Bill?
(Sabemos que por acaso não é preciso e dispensam-se brincadeiras e subentendidos com a sala oval, OK? O assunto aqui é mais sério e infinitamente mais importante que um fellatio)
Oiço ainda: simultaneamente, LAURA Bush vai mostrar vai mostrar os cantos à casa a Michelle Obama, sua sucessora como primeira dama dos Estados Unidos.
Porreiro. Está visto, pelo exemplo da Grande Democracia, que o lugar da mulher ainda é esse mesmo: tratar da casa, preocupar-se com os sítios que acumulam mais pó, saber onde as crianças podem brincar e onde vão fazer os trabalhos de casa (se bem que nisto LAURA ajuda pouco).
Só pergunto: se Hillary Clinton tivesse ganho as primárias democratas e com isso chegasse a presidente, será que LAURA Bush passava o tempo da audiência a mostrar os cantos da casa a Bill?
(Sabemos que por acaso não é preciso e dispensam-se brincadeiras e subentendidos com a sala oval, OK? O assunto aqui é mais sério e infinitamente mais importante que um fellatio)
O caminho certo
O Sporting perdeu, é certo. Perdeu porque marca penalties pior que o Porto. Mas a primeira parte mostrou um grande futebol, algo de inexistente por Alvalade desde os tempos de José Peseiro. E foi sempre a única equipa a não querer desempates aleatórios. Dois sinais de mudança em Paulo Bento, que podem trazer novos dias. Continuem - porque jogando bem ganha-se de certeza mais vezes.
08 novembro 2008
Digam lá...
... o que se chama a um indivíduo que anda de mau humor com o calendário (é dado a efemérides, mais recentes ou mais longínquas — sobretudo mais recentes) e vai pôr-se a ler posts antigos mais ou menos a versar sobre o que o atormenta?
Vale rebuçado.
Vale rebuçado.
30 outubro 2008
Cuidado, eles andam armados
A vida é bonita pelas surpresas que nos traz. Mesmo as más. Acordar a escutar na rádio que um general insinuou uma revolução é uma experiência única. Eu, que assumi muitas vezes ter preferido já ser gente no 25 de Abril, não podia pedir melhor para meio da semana.
O general disse qualquer coisa como: os jovens militares, se continuarem a sentir-se injustiçados, podem cometer actos pouco consentâneos com a democracia.
Não se sabe exactamente o que pensam os «jovens militares», mas rapidamente outras duas altas patentes vieram concordar com o general.
E pronto, como andam armados podem dar-se a este luxo de ameaçar o estado de Direito só porque a crise também lhes bate à porta. O pior da história é que a História já nos deu fartos e bastos exemplos de que os militares sabem mesmo fazer levantamentos e golpes de Estado.
Este governo não é brilhante e os dias que se vivem não são dos melhores, mas a ideia de uma Junta Militar à frente do País é no mínimo assustadora e no máximo aterradora.
Conhecidos e louvados pela forte disciplina que impõem, espera-se que as estruturas militares, ao invés de ameaçarem, saibam controlar estes excessos de linguagem (por enquanto de linguagem...). Se não souberem, pede-se ao governo e, em especial, ao número 1 das Forças Armadas, o Presidente da República, que puxe as orelhas aos senhores e os mande descansar na caserna depois de fazerem 200 flexões com cada braço.
O general disse qualquer coisa como: os jovens militares, se continuarem a sentir-se injustiçados, podem cometer actos pouco consentâneos com a democracia.
Não se sabe exactamente o que pensam os «jovens militares», mas rapidamente outras duas altas patentes vieram concordar com o general.
E pronto, como andam armados podem dar-se a este luxo de ameaçar o estado de Direito só porque a crise também lhes bate à porta. O pior da história é que a História já nos deu fartos e bastos exemplos de que os militares sabem mesmo fazer levantamentos e golpes de Estado.
Este governo não é brilhante e os dias que se vivem não são dos melhores, mas a ideia de uma Junta Militar à frente do País é no mínimo assustadora e no máximo aterradora.
Conhecidos e louvados pela forte disciplina que impõem, espera-se que as estruturas militares, ao invés de ameaçarem, saibam controlar estes excessos de linguagem (por enquanto de linguagem...). Se não souberem, pede-se ao governo e, em especial, ao número 1 das Forças Armadas, o Presidente da República, que puxe as orelhas aos senhores e os mande descansar na caserna depois de fazerem 200 flexões com cada braço.
28 outubro 2008
A propósito disto aqui
Carta enviada (por via electrónica) ao Sindicato de Jornalistas:
Exmos. senhores:
Vêm de há algum tempo as minhas interrogações sobre a real vantagem de ser, hoje, sindicalizado. Na minha opinião (que vale apenas enquanto tal, naturalmente), o SJ padece do mal geral do sindicalismo, pelo menos em Portugal - pouca adequação aos tempos modernos e dificuldades tremendas na leitura e adaptação ao que é, actualmente, o mundo laboral.
A recomendação do Conselho Deontológico (CD) de 24 de Outubro, a propósito da alegada «linguagem violenta utilizada no noticiário desportivo», fez-me pensar precisamente em tempos antigos, que não vivi mas dos quais tenho conhecimento. Os tempos em que os jornalistas «desportivos» não podiam ser sindicalizados.
O estigma que paira sobre a informação desportiva continua vivo. Isso sim, já tenho sentido na pele. Apenas da parte de companheiros de profissão, felizmente, já que no que respeita ao público que nos lê, ouve e vê os números vão falando por si.
O facto de o CD referir, no documento, a possibilidade de «cair na denominação de jornalismo menor» revela todo o preconceito que subsiste. Isto para não falar do conceito de «jornalista desportivo». Desconheço a denominação, ignoro a tipologia que separa jornalistas por classes ou assuntos. Ou também há recomendações a «jornalistas políticos», «jornalistas económicos», «jornalistas sociais» ou «jornalistas hortícolas»? Ou mesmo a «jornalistas sindicais», que no caso desta recomendação esquecem o óbvio dever de citar as fontes donde emanam as queixas que a motivaram, deixando o manto da suspeição cair sobre todos os jornais do país, visto que nenhum abdica de generosas fatias das suas edições para dedicar à informação desportiva?
Sindicalizei-me assim que me iniciei na profissão, como estagiário, há 14 anos. Sempre que discuti a filiação com outros jornalistas da minha geração (não filiados em maioria), descobri que o meu único argumento para continuar era uma questão política e ideológica. Esta «recomendação» atinge-me enquanto profissional. Como a política e a ideologia não se praticam nem defendem através do pagamento de quotas mensais - nem, quanto a mim, através de metodologias, preconceitos e formas de luta ao estilo dos anos 70 e 80 - entendo desfiliar-me do Sindicato a partir desta data.
Com os melhores cumprimentos
Exmos. senhores:
Vêm de há algum tempo as minhas interrogações sobre a real vantagem de ser, hoje, sindicalizado. Na minha opinião (que vale apenas enquanto tal, naturalmente), o SJ padece do mal geral do sindicalismo, pelo menos em Portugal - pouca adequação aos tempos modernos e dificuldades tremendas na leitura e adaptação ao que é, actualmente, o mundo laboral.
A recomendação do Conselho Deontológico (CD) de 24 de Outubro, a propósito da alegada «linguagem violenta utilizada no noticiário desportivo», fez-me pensar precisamente em tempos antigos, que não vivi mas dos quais tenho conhecimento. Os tempos em que os jornalistas «desportivos» não podiam ser sindicalizados.
O estigma que paira sobre a informação desportiva continua vivo. Isso sim, já tenho sentido na pele. Apenas da parte de companheiros de profissão, felizmente, já que no que respeita ao público que nos lê, ouve e vê os números vão falando por si.
O facto de o CD referir, no documento, a possibilidade de «cair na denominação de jornalismo menor» revela todo o preconceito que subsiste. Isto para não falar do conceito de «jornalista desportivo». Desconheço a denominação, ignoro a tipologia que separa jornalistas por classes ou assuntos. Ou também há recomendações a «jornalistas políticos», «jornalistas económicos», «jornalistas sociais» ou «jornalistas hortícolas»? Ou mesmo a «jornalistas sindicais», que no caso desta recomendação esquecem o óbvio dever de citar as fontes donde emanam as queixas que a motivaram, deixando o manto da suspeição cair sobre todos os jornais do país, visto que nenhum abdica de generosas fatias das suas edições para dedicar à informação desportiva?
Sindicalizei-me assim que me iniciei na profissão, como estagiário, há 14 anos. Sempre que discuti a filiação com outros jornalistas da minha geração (não filiados em maioria), descobri que o meu único argumento para continuar era uma questão política e ideológica. Esta «recomendação» atinge-me enquanto profissional. Como a política e a ideologia não se praticam nem defendem através do pagamento de quotas mensais - nem, quanto a mim, através de metodologias, preconceitos e formas de luta ao estilo dos anos 70 e 80 - entendo desfiliar-me do Sindicato a partir desta data.
Com os melhores cumprimentos
14 outubro 2008
Baquetas, por favor. Por favor!
12 outubro 2008
Questões incontornáveis
A minha mulher foge a sete pés da conversa. Deve calhar-lhe a honra, mas para efeitos legais e outros tidos na altura por convenientes desde já fica o testamento: quando for desta para melhor (ainda falta um bocadito, espero) quero ser cremado com banda sonora - «My Way», por Frank Sinatra, claro. Estas coisas têm de ser ditas e ficar escritas. Já está.
Music day - II
Parabéns! E os discos?...
17 setembro 2008
Welcome home
13 setembro 2008
Enfim...
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Se tivesse vivido só dez por cento da minha vida ainda vá lá... Mas enfim - desistir nunca!
04 setembro 2008
06 julho 2008
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