16 dezembro 2008

Canastronas

Ele voltou e está em grande forma (às vezes os links saem marados, mas isso pronto...).

Meninos e meninas, fáchavor de espreitar e votar!

10 novembro 2008

Questões de género

Oiço agora mesmo: George Bush vai receber Barack Obama na Casa Branca, na qualidade de presidente cessante que começa a passar a pasta ao presidente eleito. Tudo normal.

Oiço ainda: simultaneamente, LAURA Bush vai mostrar vai mostrar os cantos à casa a Michelle Obama, sua sucessora como primeira dama dos Estados Unidos.

Porreiro. Está visto, pelo exemplo da Grande Democracia, que o lugar da mulher ainda é esse mesmo: tratar da casa, preocupar-se com os sítios que acumulam mais pó, saber onde as crianças podem brincar e onde vão fazer os trabalhos de casa (se bem que nisto LAURA ajuda pouco).

Só pergunto: se Hillary Clinton tivesse ganho as primárias democratas e com isso chegasse a presidente, será que LAURA Bush passava o tempo da audiência a mostrar os cantos da casa a Bill?

(Sabemos que por acaso não é preciso e dispensam-se brincadeiras e subentendidos com a sala oval, OK? O assunto aqui é mais sério e infinitamente mais importante que um fellatio)

O caminho certo

O Sporting perdeu, é certo. Perdeu porque marca penalties pior que o Porto. Mas a primeira parte mostrou um grande futebol, algo de inexistente por Alvalade desde os tempos de José Peseiro. E foi sempre a única equipa a não querer desempates aleatórios. Dois sinais de mudança em Paulo Bento, que podem trazer novos dias. Continuem - porque jogando bem ganha-se de certeza mais vezes.

08 novembro 2008

Digam lá...

... o que se chama a um indivíduo que anda de mau humor com o calendário (é dado a efemérides, mais recentes ou mais longínquas — sobretudo mais recentes) e vai pôr-se a ler posts antigos mais ou menos a versar sobre o que o atormenta?

Vale rebuçado.

30 outubro 2008

Cuidado, eles andam armados

A vida é bonita pelas surpresas que nos traz. Mesmo as más. Acordar a escutar na rádio que um general insinuou uma revolução é uma experiência única. Eu, que assumi muitas vezes ter preferido já ser gente no 25 de Abril, não podia pedir melhor para meio da semana.

O general disse qualquer coisa como: os jovens militares, se continuarem a sentir-se injustiçados, podem cometer actos pouco consentâneos com a democracia.

Não se sabe exactamente o que pensam os «jovens militares», mas rapidamente outras duas altas patentes vieram concordar com o general.

E pronto, como andam armados podem dar-se a este luxo de ameaçar o estado de Direito só porque a crise também lhes bate à porta. O pior da história é que a História já nos deu fartos e bastos exemplos de que os militares sabem mesmo fazer levantamentos e golpes de Estado.

Este governo não é brilhante e os dias que se vivem não são dos melhores, mas a ideia de uma Junta Militar à frente do País é no mínimo assustadora e no máximo aterradora.

Conhecidos e louvados pela forte disciplina que impõem, espera-se que as estruturas militares, ao invés de ameaçarem, saibam controlar estes excessos de linguagem (por enquanto de linguagem...). Se não souberem, pede-se ao governo e, em especial, ao número 1 das Forças Armadas, o Presidente da República, que puxe as orelhas aos senhores e os mande descansar na caserna depois de fazerem 200 flexões com cada braço.

28 outubro 2008

A propósito disto aqui

Carta enviada (por via electrónica) ao Sindicato de Jornalistas:

Exmos. senhores:

Vêm de há algum tempo as minhas interrogações sobre a real vantagem de ser, hoje, sindicalizado. Na minha opinião (que vale apenas enquanto tal, naturalmente), o SJ padece do mal geral do sindicalismo, pelo menos em Portugal - pouca adequação aos tempos modernos e dificuldades tremendas na leitura e adaptação ao que é, actualmente, o mundo laboral.

A recomendação do Conselho Deontológico (CD) de 24 de Outubro, a propósito da alegada «linguagem violenta utilizada no noticiário desportivo», fez-me pensar precisamente em tempos antigos, que não vivi mas dos quais tenho conhecimento. Os tempos em que os jornalistas «desportivos» não podiam ser sindicalizados.

O estigma que paira sobre a informação desportiva continua vivo. Isso sim, já tenho sentido na pele. Apenas da parte de companheiros de profissão, felizmente, já que no que respeita ao público que nos lê, ouve e vê os números vão falando por si.

O facto de o CD referir, no documento, a possibilidade de «cair na denominação de jornalismo menor» revela todo o preconceito que subsiste. Isto para não falar do conceito de «jornalista desportivo». Desconheço a denominação, ignoro a tipologia que separa jornalistas por classes ou assuntos. Ou também há recomendações a «jornalistas políticos», «jornalistas económicos», «jornalistas sociais» ou «jornalistas hortícolas»? Ou mesmo a «jornalistas sindicais», que no caso desta recomendação esquecem o óbvio dever de citar as fontes donde emanam as queixas que a motivaram, deixando o manto da suspeição cair sobre todos os jornais do país, visto que nenhum abdica de generosas fatias das suas edições para dedicar à informação desportiva?

Sindicalizei-me assim que me iniciei na profissão, como estagiário, há 14 anos. Sempre que discuti a filiação com outros jornalistas da minha geração (não filiados em maioria), descobri que o meu único argumento para continuar era uma questão política e ideológica. Esta «recomendação» atinge-me enquanto profissional. Como a política e a ideologia não se praticam nem defendem através do pagamento de quotas mensais - nem, quanto a mim, através de metodologias, preconceitos e formas de luta ao estilo dos anos 70 e 80 - entendo desfiliar-me do Sindicato a partir desta data.

Com os melhores cumprimentos

14 outubro 2008

Baquetas, por favor. Por favor!


Músicos, aspirantes a músicos, pseudo-musicos e curiosos de todo o Mundo, por favor uni-vos para me ajudar: preciso de comprar umas «baquetas júnior» para o meu herdeiro de quatro anos começar a despejar testosterona numa bateria. Não encontro em lojas de Lisboa...

12 outubro 2008

Questões incontornáveis

A minha mulher foge a sete pés da conversa. Deve calhar-lhe a honra, mas para efeitos legais e outros tidos na altura por convenientes desde já fica o testamento: quando for desta para melhor (ainda falta um bocadito, espero) quero ser cremado com banda sonora - «My Way», por Frank Sinatra, claro. Estas coisas têm de ser ditas e ficar escritas. Já está.

Music day - II

Para as melhores almas que por aí andam - justamente aquelas que aproveitam os primeiros cinzentos do Outono (bem-vindos!) para pensar no que oferecem no Natal aos amigos - aqui fica um dica importantíssima, imperdível e incontornável:

Parabéns! E os discos?...




Sim senhor. 60 anos, 40 a cantar. Parabéns,claro. Por acaso tenho gira-discos, mas os vinis ficaram com o meu pai, que no entanto anseia mais que eu a edição da obra em CD. Será desta?

17 setembro 2008

Welcome home


Paul Auster


Michael Cunningham


Patrícia Melo

É bom voltarem a casa. Sejam bem-vindos, todos. Sobretudo tu, que trazes os livros, os discos e o amor.

13 setembro 2008

Enfim...


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Se tivesse vivido só dez por cento da minha vida ainda vá lá... Mas enfim - desistir nunca!

06 julho 2008

Tom Jobim

A Bossa Nova faz 50 anos.

Nem de propósito: chega de saudade...

20 junho 2008

Era tanto e acabou-se...

Não há como aproveitar fins para recomeçar qualquer coisa. Acabou-se o sonho português no Europeu, recomeça a actividade deste cantinho no ciberespaço plantado.

Não sei se era do vermelhinho dos equipamentos novos, se era da qualidade do Ronaldo e da classe do Moutinho, se era da eterna sorte do Scolari, se era de ter estado uns dias na Suíça a respirar um Europeu que parecia feitinho para ganharmos, se era de achar que se calhar o Ricardo até nem era assim tão mau e comprometedor...

Não sei porque era, na verdade, mas achava mesmo que no mínimo íamos até Viena. Afinal vimos para casa cedinho, como os meninos bem comportados, pronto. E eu cá vou na mesma a Viena, espero que com o coração a bater pela Holanda ou pela Espanha.

Ainda estamos a quente, mas há sempre gente mais lúcida e portanto o cenário fica perceptível: 1) um companheiro aqui do lado descobriu fotos dos três golos alemães nas quais o Ricardo tem os olhos fechados

2) uma companheira de outras guerras foi lapidar: impossível ganhar alguma coisa com o Ricardo na baliza. Quem é do Sporting que levante o braço! (pronto, OK, a Taça contra o Belenenses...)

Até já. Até sempre.

27 abril 2008

Onde o mar é mais azul e tudo mais verde... multa-se


Quando, num acesso de pré-loucura, desconfiarem que o Estado age sempre de boa fé, por favor leiam esta notícia:

25 abril 2008

Música em liberdade, ou o 25 de Abril explicado (?) a um fedelho de quatro anos




- Sabes, filho? Hoje é feriado porque há 34 anos uns soldados tiraram uns maus do governo. Esses maus prendiam pessoas por falar, não havia canais de televisão livres, os jornais não escreviam o que queriam, blá blá blá... e não se podia ouvir Zeca Afonso, Sérgio Godinho e José Mário Branco. Sabes que o Sérgio até teve de fugir para França para cantar "a paz o pão" [como ele chama à Liberdade]? E esta canção [Grândola a rodar] passou na rádio para os soldados saberem que estava tudo pronto para irem tirar os maus do governo...

- Mas paaaaai, então não posso ouvir os Trovante?!

Claro que pode. Afinal... viva a Liberdade.

17 abril 2008

Parabéns à SIC...

... por ter transmitido, esta quarta-feira, o melhor espectáculo do novo século. Espero que as audiências correspondam ao investimento, mesmo admitindo uns milhares de mudanças de canal precoces. Tipo... antes de verem o melhor golo da noite, o do Vukcevic.

05 abril 2008

Sair é bom, reencontrar ainda melhor

Abre-se a porta, está de noite, e de repente o cheiro. O cheiro desta terra. O cheiro que nos faz sentir em casa longe de casa. O cheiro que parecia esquecido. Falta-me matéria-prima para o descrever. Ainda hoje à tarde me ensinaram que isto são amores-perfeitos, aquilo margaridas, aquilo «bons dias». Agora, quando abri a porta, olhei para as flores no jardim e já não lhes sabia o nome outra vez.

Fica bem nas poesias dizer que cheira a buganvílias, a alecrim, a amores-perfeitos (os amores-perfeitos só podem ter cheiro, pelo nome...).

Não tenho poesias. Só sentidos. E senti o cheiro de Primavera/Verão de São Pedro. O de Inverno é mais parecido com outros, fumos de lareiras e assim. Mas este da estação quente é só daqui. E foi numa estação quente que aqui arribei pela primeira vez. Vai fazer 14 anos.

Vai fazer 14 anos... E eu estou aqui.

02 abril 2008

Sair é sempre bom, de avião ainda melhor

O tempo será pouco, mas vamos lá então ver o que é, como está, o que se passa e o que há em Glasgow além de dois clubes de futebol interessantes.

Até já.