20 fevereiro 2008
Amor é...
... reconhecermo-nos numa ou noutra música e, mais do que isso, ouvir o compositor no rádio, dias depois, falar dela - da música - exactamente da forma que a sentimos. Há gente que escreve e canta e nos atravessa os dias. Os bons, os maus, os mais ou menos. Podem estar quietos nas estantes durante meses, mas voltam sempre que é preciso. Não foi a primeira vez que o Godinho me fez a banda sonora. Não terá sido certamente a última. Quem disse que as Noites Passadas não se reinventam?
03 fevereiro 2008
2.º andar A/ 4.º andar B
«... mas tem cuidado,
trata-o bem,
muito bem de mansinho
que ainda agora
vai pisar outro caminho»
trata-o bem,
muito bem de mansinho
que ainda agora
vai pisar outro caminho»
Para ti (sabes quem és?)
Que rua tão torta e tão longa, a do amor
Que vento tão forte lá sopra, é o do amor
Por vezes parece uma rua assombrada
Com sombras de bruxa fazendo de fada
Que faço eu na rua deserta do amor
Não há uma só porta aberta pró amor
Por vezes lá se abre uma frincha de nada
Na porta do amor que eu queria escancarada
Sérgio Godinho, «Amores de Marta»
Mais leituras aqui
Que vento tão forte lá sopra, é o do amor
Por vezes parece uma rua assombrada
Com sombras de bruxa fazendo de fada
Que faço eu na rua deserta do amor
Não há uma só porta aberta pró amor
Por vezes lá se abre uma frincha de nada
Na porta do amor que eu queria escancarada
Sérgio Godinho, «Amores de Marta»
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As cancelas
O domingo é um péssimo dia para tentarmos apanhar os restos de nós que vamos deixando espalhados em casas, nos carros, nos caminhos que fazemos. Esses mesmo - nos quais encontramos tantas cancelas fechadas nas encruzilhadas. As cancelas que abrimos de olhos fechados, a sonhar, e estão presas com ferrolhos quando acordamos. Seja domingo ou segunda-feira.
02 fevereiro 2008
Puuuuuuuxa!
01 fevereiro 2008
É a vida, já dizia o outro
É espantosa a rapidez com que algumas coisas passam e incrível a lentidão com que algumas coisas não passam. Isto é La Palisse?
28 janeiro 2008
Sinais
Percebe-se que estamos inseguros quando, mesmo sabendo que nadamos com água pela cintura, deixamos de ser capazes de ler os sinais que nos enviam. Ou, sobretudo, os que não nos enviam, achando aqui e além que um sorriso vale mais que o momento, ou que um olhar traz algo que queremos, ou julgamos querer, quando se limita a ser um olhar.
Percebe-se que estamos inseguros quando queremos muitas coisas ao mesmo tempo e desconfiamos que queremos algumas delas precisamente porque não acontecem, essas e outras.
Percebe-se muita coisa e isso às vezes serve-nos de tão pouco.
Percebe-se que estamos inseguros quando queremos muitas coisas ao mesmo tempo e desconfiamos que queremos algumas delas precisamente porque não acontecem, essas e outras.
Percebe-se muita coisa e isso às vezes serve-nos de tão pouco.
26 janeiro 2008
Se a noite falasse...
... nem era preciso álcool ou drogas. Bastava alguém reparar no meu ar aflito enquanto procuro no trânsito um carro como o teu. O teu carro, que quase sempre sei onde está, que às vezes está tão perto. Era suficiente alguém perceber que vejo a tua sombra a cada recorte que as luzes me oferecem reflectido no chão que dorme, pardo, negro. Tem sempre cabelos a beijar os ombros, esta sombra - ancas, botas, um cigarro e uma mão que o agarra para depois, indicador e médio a fumegar nas pontas, ajeitar a madeixa de cabelo que também quer acariciar a face. Olho, passo, espreito outra vez e é só mais uma sombra. Quantas faltarão até seres tu?
25 janeiro 2008
Eles estão de volta
Livro de instruções
Não, a vida não se retomou por inteiro. Vai-se retomando e re-estragando dia a dia, semana a semana. Deve ser mesmo assim, se calhar só eu é que não sabia. Talvez deva mesmo ler os livros todos onde tudo vem escrito e descrito e dissecado e onde já mistério nenhum da vida tem autorização de entrar. Mas pensando bem, se alguma vez os ler será sempre para esquecê-los no minuto seguinte. Não me formatarão.
RETOMA
Porque a vida também é feita de recomeços, apeteceu-me voltar aqui. Não sei quantas vezes. Aquelas que apetecerem; como hoje.
18 dezembro 2007
15 novembro 2007
Nunca largues o piano
13 novembro 2007
A voz
Há vozes mágicas. De repente equilibramo-nos por segundos num fio de palavras e vemos, lá ao fundo, uma luz. Uma luzinha. Mas ela está lá. Acesa.
28 outubro 2007
O joelho que adivinha chuva
Há gente a quem doem articulações quando está para chegar chuva. Há gente a quem dá para escrever frases simples e soltas quando adivinha angústia.
27 outubro 2007
11 outubro 2007
11 fevereiro 2007
E pronto!
Como diz um amigo, é difícil «festejar» quando o tema é tão dramático. Mas não consigo deixar de sorrir muito, como não consegui evitar uma certa vontade de chorar quando percebi que todos (excluo os demagogos radicais, felizmente já não contam para nada!) tinham percebido a mensagem de quem votou.
Alívio - é isto que sinto no dia em que Portugal se aproximou um pouquinho mais do grau de civilização europeu.
Desilusão, ainda assim - é o que sinto por ver mais de metade dos eleitores alheados do referendo.
P. S. - Que as pessoas do Não envolvidas em associações de apoio à maternidade continuem o seu bom trabalho. Sem ironia. Porque ninguém é «a favor do aborto livre» nem o acha intrinsecamente bom, ao contrário do que tentaram propagandear durante semanas.
Alívio - é isto que sinto no dia em que Portugal se aproximou um pouquinho mais do grau de civilização europeu.
Desilusão, ainda assim - é o que sinto por ver mais de metade dos eleitores alheados do referendo.
P. S. - Que as pessoas do Não envolvidas em associações de apoio à maternidade continuem o seu bom trabalho. Sem ironia. Porque ninguém é «a favor do aborto livre» nem o acha intrinsecamente bom, ao contrário do que tentaram propagandear durante semanas.
09 fevereiro 2007
E porque está quase na hora, queria só lembrar que...
O mundo é simples, por mais que tentem complicá-lo:
Há muita gente que fez/apoiou ou fará/apoiará abortos e vai votar «Não».
Há muita gente que nunca fez/apoiou nem admite fazer/apoiar um aborto e votará «Sim».
Quem votar «Não» acha que as mulheres que façam abortos antes das 10 semanas devem ser presas e proibem-nas de fazê-lo num estabelecimento de saúde legalmente autorizado.
Quem votar «Sim» acha que as mulheres que façam abortos antes das 10 semanas devem poder fazê-lo em estabelecimento de saúde legalmente autorizado e não devem ser presas.
Duas hipóteses para quem ainda não percebeu que é SÓ isto que está em discussão: ou tem graves dificuldades cognitivas ou deixou-se enredar na demagogia do «Nao».
Há muita gente que fez/apoiou ou fará/apoiará abortos e vai votar «Não».
Há muita gente que nunca fez/apoiou nem admite fazer/apoiar um aborto e votará «Sim».
Quem votar «Não» acha que as mulheres que façam abortos antes das 10 semanas devem ser presas e proibem-nas de fazê-lo num estabelecimento de saúde legalmente autorizado.
Quem votar «Sim» acha que as mulheres que façam abortos antes das 10 semanas devem poder fazê-lo em estabelecimento de saúde legalmente autorizado e não devem ser presas.
Duas hipóteses para quem ainda não percebeu que é SÓ isto que está em discussão: ou tem graves dificuldades cognitivas ou deixou-se enredar na demagogia do «Nao».
04 fevereiro 2007
«É amar-te assim perdidamente»
Alguém explica à malta do «não» que o poema que usam em mais uma demagogia-outdoor é da autoria de uma poetisa que se suicidou?
Presa! Presinha é que a Florbela Espanca tinha ido bem, pá! Ou o valor da vida é só até à semana 1870, mais ou menos as que a senhora tinha quando decidiu matar-se? E lá está outra vez esta coisa de a mulher decidir, pá, sempre a mesma cantiga, mas onde é que pára a moral!?!
Presa! Presinha é que a Florbela Espanca tinha ido bem, pá! Ou o valor da vida é só até à semana 1870, mais ou menos as que a senhora tinha quando decidiu matar-se? E lá está outra vez esta coisa de a mulher decidir, pá, sempre a mesma cantiga, mas onde é que pára a moral!?!
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