11 fevereiro 2007

E pronto!

Como diz um amigo, é difícil «festejar» quando o tema é tão dramático. Mas não consigo deixar de sorrir muito, como não consegui evitar uma certa vontade de chorar quando percebi que todos (excluo os demagogos radicais, felizmente já não contam para nada!) tinham percebido a mensagem de quem votou.

Alívio - é isto que sinto no dia em que Portugal se aproximou um pouquinho mais do grau de civilização europeu.

Desilusão, ainda assim - é o que sinto por ver mais de metade dos eleitores alheados do referendo.

P. S. - Que as pessoas do Não envolvidas em associações de apoio à maternidade continuem o seu bom trabalho. Sem ironia. Porque ninguém é «a favor do aborto livre» nem o acha intrinsecamente bom, ao contrário do que tentaram propagandear durante semanas.

09 fevereiro 2007

E porque está quase na hora, queria só lembrar que...

O mundo é simples, por mais que tentem complicá-lo:

Há muita gente que fez/apoiou ou fará/apoiará abortos e vai votar «Não».

Há muita gente que nunca fez/apoiou nem admite fazer/apoiar um aborto e votará «Sim».

Quem votar «Não» acha que as mulheres que façam abortos antes das 10 semanas devem ser presas e proibem-nas de fazê-lo num estabelecimento de saúde legalmente autorizado.

Quem votar «Sim» acha que as mulheres que façam abortos antes das 10 semanas devem poder fazê-lo em estabelecimento de saúde legalmente autorizado e não devem ser presas.

Duas hipóteses para quem ainda não percebeu que é SÓ isto que está em discussão: ou tem graves dificuldades cognitivas ou deixou-se enredar na demagogia do «Nao».

04 fevereiro 2007

«É amar-te assim perdidamente»

Alguém explica à malta do «não» que o poema que usam em mais uma demagogia-outdoor é da autoria de uma poetisa que se suicidou?

Presa! Presinha é que a Florbela Espanca tinha ido bem, pá! Ou o valor da vida é só até à semana 1870, mais ou menos as que a senhora tinha quando decidiu matar-se? E lá está outra vez esta coisa de a mulher decidir, pá, sempre a mesma cantiga, mas onde é que pára a moral!?!

18 janeiro 2007

Nem um santo, caramba!


É aconselhável, sim, mas muito difícil manter a calma perante as alarvidades ditas por este beato que ao mesmo tempo parece que é economista. Comparar o recurso ao aborto com a explosão na utilização dos telemóveis (em caso de vitória do «sim») merece, aliás, uma grande falta de calma dirigida ao indivíduo. Mas pronto, calma: afinal ele deve perceber muitíssimo pouco sobre mulheres e o que lhes pode ir na alma...

P. S. - É beato, economista e tem nome, mas vai pequenino por causa da publicidade enganosa: João César das Neves

P. S. 2 - Olá a ti, amig@, que deves ser @ únic@ que ainda cá volta desde Setembro...

15 setembro 2006

Que não lhe caia um cruzado em cima


Bento Ratzinger, o 16.º a contar do Céu (acho que é do Céu), citou um antigo imperador bizantino para constatar, mais coisa menos coisa, que a palavra de Maomé apenas servira como incentivo à violência. O mais engraçado é falar em «propagação da fé através da espada».

Ainda bem que no passado do cristianismo e do catolicismo não há nada disto. Já imaginaram a vergonha do senhor se isso por absurdo fosse verdade e então lhe recordassem, 150 anos depois, umas aulas de história do secundário?

08 setembro 2006

Desculpem lá não gostar dos Pearl Jam*

* Isto é sincero. Estou derrotado por abrir os blogues que visito (poucos, é um facto) e em quase todos eles deparar-me com os ex-jovens. Só pode ser problema meu. Está assumido, pronto. Tal como a notícia de que vou comprar o best-of do Paco Bandeira. Cada um é para o que nasce.

24 agosto 2006

Bons auspícios?

Início de Setembro — Marisa Monte no Coliseu de Lisboa

Início de Outubro — Coliseu de Roma e toda a Roma que reste e a gente consiga galgar

Início de Novembro — Chico Buarque no Coliseu de Lisboa

Candeia que vai à frente alumia duas vezes ou o primeiro milho é para a pardalagem?

16 agosto 2006

A Merche e o bidé



Abençoado 24 Horas! Graças a ele (ainda bem que não vai em cantigas de silly season em Agosto, desculpa esfarrapada de outros jornais para nos inundarem de futilidades), graças a este jornal, dizia, sei agora que Merche Romero não vai ter bidé na casa nova de Gaia. E sei mais: a peça existia e ela mandou tirá-la.

Muitos mortais nascidos na segunda metade do século XX já perceberam que o bidé não serve para nada. Tem a ver com o facto de tomarmos mais vezes banho, e assim. Mas até ontem ainda havia muito quem o utilizasse. Merche, querida, acabas de dar cabo de uma parte da indústria, topas? Depois de teres dito ao 24 que nem percebes «porque é que os construtores ainda os colocam», quem se atreverá a receber um convidado correndo o risco de ele se deparar com um bidé na casa de banho? Coisa brega...

14 agosto 2006

Pleased to meet you


Quando Richards e Jagger escreveram «Sympathy for the Devil» o meu pai tinha 13 anos.

Pelas 23.30 horas do último sábado, ao vê-los tocarem-na no Estádio do Dragão, confirmei a suspeita: é provavelmente a melhor música rock de sempre.

Como os Rolling Stones são a melhor banda rock de sempre.

QUE CONCERTO!!!

07 julho 2006

É com estas que o Pacheco nos lixa*

* mas só se lesse o JN, coisa que, calculo, não entra na agenda intelectual de um intelectual que gosta realmente da intelectualidade e comunica com «o povo» através de cartas (recebidas), comentários em blogues e jornais desportivos

Adiante:

Há 30 quilómetros de auto-estradas prontinhos da silva, entre Pedras Salgadas e a fronteira com Espanha. Se foram feitos é porque fazem falta, mas como o primeiro-ministro podia ter de ir à final do Mundial a inauguração foi cancelada, pelo sim pelo não.

Ou seja: o Pacheco Pereira vai dizer que o Mundial é mais importante, para Sócrates, do que inaugurar a auto-estrada transmontana. Também podia passar-lhe pela cabeça que uma auto-estrada possa ser inaugurada sem um primeiro-ministro, mas isso é mais complicado para um político. Mesmo um «outsider». E depois qual era a piada de a culpa não ser do futebol?

06 julho 2006

Puta de coincidência



Na única meia-final de prova internacional em que não estivemos a ganhar à França... perdemos na mesma!

Foto AP

04 julho 2006

Chorar de amor

É o que deve estar a fazer por estes dias o ex-noivo da neta de Champallimaud. Dias antes da celebração, a moça cancelou o casamento e... mais ou menos metade de uma herança de 10 milhões de contos. Como se sobrevive a uma desilusão amorosa destas?

20 junho 2006

Uma boa ideia será sempre uma boa ideia

A BBC, onde um comentador/narrador pelos vistos aborrece malta há 35 anos, dá aos seus telespectadores a possibilidade de seguirem jogos de futebol apenas com som ambiente dos estádios. Foi este o grande «salto» possibilitado pela emissão digital.

A Sport TV, na sua humildade de televisão mais jovem, podia seguir o exemplo e dar-nos a possibilidade de não ouvir o José Marinho, por exemplo, não acham?

17 junho 2006

Pai, o Gunaudinho!



Há momentos em que acreditamos ser bons pais e conseguir dar boa educação aos nossos filhos nestes tempos tão difíceis! Os últimos dias têm sido um somatório desses belos momentos. Com a preciosa ajuda da avó, da mãe, do tio e da candidata a tia, o meu rebento (27 meses e uns pozinhos) já quase conhece a Selecção toda, tenta trazer da tabacaria para casa as revistas com o Figo na capa, quis uma caderneta de cromos igual à do pai e entrou em êxtase quando lhe saiu o cromo do «Gunaudinho». Já sabe imitar (só com a mão esquerda) o gesto típico do maior do Mundo e colou todos os outros cromos do dia nas páginas do Brasil, à volta do Gunaudinho. E do Robinho, que é «o amigo do Gunaudinho». Só deixou, ao lado do ídolo, espaço para o «Kakáka». AH RICO FILHO!!!!

14 junho 2006

Justiça

Foto AP
Voltei por três segundos, só para dizer que gosto quando há justiça no futebol. Não torço pelos alemães, a não ser porque apostei que vão à final perder com o Brasil. Mas hoje fartaram-se de jogar, correr e rematar contra uns polacos que entraram em campo para defender. Aos 89 minutos atiraram duas bolas à trave. Aos 91 marcaram. Gosto quando há justiça no futebol, já tinha dito? Excepto quando é contra o Sporting, claro. Aliás, colocar justiça e prejuízo para o Sporting na mesma oração constitui em si um paradoxo.

04 junho 2006

Só pa dizer...

Que assim de repente a Selecção e as suas primas-donas já começam a irritar-me um bocadinho. O Scolari, esse, já há muito tempo. Bora lá resolver isto com umas vitórias em vez de carinhas amuadas? Venha a bola a saltar...

25 maio 2006

Infelizmente não pude ficar em Paris

Mas também não me apetece voltar aqui. Até ver.

17 maio 2006

É muito bom voltar aqui...



E OLHA SÓ QUEM TAMBÉM CÁ ESTÁ! Até logo...




05 maio 2006

Toca a parir que dá bónus!

Todos conhecemos a prova irrefutável de que o ridículo é infinito: é sempre possível inventar um ridículo ainda maior.

Esta nova ideia josé-socrática de penalizar fiscalmente quem não tem filhos, no entanto, vai ser difícil de bater nos próximos tempos.

Lição para o fim-de-semana: NÃO, NUNCA DIGAS QUE JÁ VISTE TUDO!

01 maio 2006

Tomem nota

Este feriado, o 1 de Maio, vai deixar de o ser em Portugal ainda antes do 25 de Abril. Vem isto a propósito de direitos dos trabalhadores. Mais concretamente: de alguém que hoje se insurgiu por outro alguém já com experiência ir de novo sujeitar-se a estágios e testes.

«É a economia, estúpido». Tantos anos que esta frase já tem...

P. S. — Há um ano foi feriado e dia da Mãe. Foi muito bom. O Jaime ainda não andava. E não é que hoje, sem relacionar as coisas, falei de piqueniques? Ele já corre e continua a cair. Hoje, num passeio pelo campo que ainda há na cidade, esfolou lábios, nariz e testa. Nada de grave. Faz-lhe bem. Está óptimo e fala muito. Conhece-te sem hesitar na fotografia que está na sala. «Beijos doces» para ti também.