23 abril 2006

E pronto...



... ano após ano, com honrosas excepções pelo meio, chega sempre este dia. E deito-me sempre sem perceber o que custa mais, se este azul se o vermelho do ano passado. Por um lado os vizinhos do lado são mais que as mães e chatos como a potassa; por outro sempre vejo umas mão-cheias de amigos felizes.

Conclusão: o melhor mesmo são as excepções...

21 abril 2006

A formiga e o elefante



Um afamado piloto de testes da NASA morreu aos 84 anos num acidente... de avioneta.

Faz-me lembrar uma série de ditados populares. E eu ainda sou do tempo em que o Povo tinha sempre razão.

20 abril 2006

Gente séria

Manuel Maria Carrilho, conta o Público, faltou a uma votação na Câmara Municipal de Lisboa e com isso ajudou a inviabilizar uma medida que terminava com os recibos verdes e os contratos a prazo na autarquia, permitindo a entrada de trabalhadores no quadro.

Eu percebo que a malta da equipa do Carrilho seja a favor do recibo verde - é a forma mais prática de pular de tacho em tacho, especialidade do centrão português. O que não percebo mesmo é como se pode sair impune de situações como esta, de faltar a uma reunião de vereadores e com isso contrariar uma tendência do seu grupo político.

Deve ser normal, o defeito é dos papalvos que ficam cá deste lado e não compreendem «a economia» (topas, Pim?). E dos trabalhadores, com certeza. Só gostava que o Carrilho um dia destes fosse ao banco e lhe negassem um empréstimo por não ser do quadro. Mas isso só acontece aos papalvos, mesmo.

P. S. - Qual foi o partido que inviabilizou uma medida a favor dos trabalhadores, qual foi? E qual foi o que propôs a medida?

19 abril 2006

Eh pá, bom proveito, hein?

«Vou comer a placenta, deve ser muito nutritivo»
Tom Cruise, comentando o nascimento, em breve, do filho de Katie Holmes (e dele, e dele)

Queridas Nicole e Penélope: estão a ver do que se safaram? Percebem agora quando a gente diz que o invólucro às vezes engana? Estão a ver, estão a ver?

16 abril 2006

É mais ou menos isto


Ideia boa, posição adequada das listas no equipamento, as cores certas, até os calções brancos ficam bem. Só falta ser em Portugal...

Prémio cada macaco no seu galho, mais ou menos como funciona com os arrumadores

«Parem de ganhar dinheiro com o nome de Jesus», pediu a Igreja aos editores livreiros, a propósito de obras de Dan Brown e companhia. A vida está má para todos e realmente é feio metermo-nos no negócio dos outros...

13 abril 2006

A Páscoa das instituições

Dezenas de deputados faltaram ao trabalho para terem férias de Páscoa mais compridas.

A Igreja Católica acha que fiéis e infiéis perdem demasiado tempo a consumir informação.

Abrem restaurantes que querem que a gente se despache a comer (já tinha falado nisto?)

E ainda há quem me telefone a desejar Boa Páscoa?

12 abril 2006

12 Abr 2005

Parecia tudo bem, há um ano.

E de repente, há exactamente um ano, foi o princípio do fim.

Quantas vezes te vi?

Há quanto tempo não te beijo?

11 abril 2006

Se não fizer muito calor...


...é aqui que quero estar nos próximos dias









Marte, foto NASA

06 abril 2006

Assim de repente não consigo pensar em ideia mais estúpida

Abriu em Lisboa, leio no jornal, um restaurante onde se paga ao tempo, ou seja, quanto mais o cliente demorar a comer, mais paga. O taxímetro começa a acrescentar euros à bandeirada a partir dos 20 minutos, como se isso chegasse para degustar mais que meia entrada.

É a vergonha no seu estado mais puro, dois degraus abaixo daquela outra ideia anti-cidade de proibir o estudo nas mesas de café.

Esperem, afinal há hipótese mais estúpida, embora apenas em «upgrade»: um restaurante self-service onde se coma de pé, sem bebidas alcoólicas nem café e onde se pague um euro por minuto de ocupação do balcão. No final o cliente limpa a mesa, despeja o lixo e na entrega do tabuleiro recebe um vale para ter um barril de pipocas grátis no cinema Lusomundo mais perto dele.

QUERO LISBOA DE VOLTA!!!!

04 abril 2006

Évora



Não, cidade bonita, ainda não nos reconciliámos. Desculpa. Dá-me tempo. Tens tempo?

30 março 2006

Há uns meses escrevi isto*

* e juro que nunca pensei ter de voltar a escrever. Um abraço para quem o merece, um desabraço para quem não merece ou deixou de merecer.

Quero ir dormir

No dia em que os sapateiros não quiserem tocar viola, os pintores se dedicarem só à pintura e os merceeiros não tenham a mania que podem gerir supermercados, talvez o País melhore. Por enquanto, decididamente, não. Puta que os pariu.

Setembro 2005

29 março 2006

E se fosses plantar batatas?


Eh pá, não tenho nenhuma admiração especial pela Margarida Rebelo Pinto (a não ser pela pinta, mas isso fica para outro dia), mas embirro solenemente com o tal de João Pedro George.

Quem? Exacto — não sabem, né? Mas ele esforça-se: o exercício preferido dele é escrever mal de escritores, descobrir-lhes alegadas incongruências e autoplágios (a propósito, o que é um autoplágio?).

Arrasa a Rebelo Pinto e até aí tudo mais ou menos bem, petulância à parte. Mas vai por aí adiante (no 24 Horas): Saramago «tem livros que se lêem bem sem ser genial», Lobo Antunes «ilegível», Inês Pedrosa e Possidónio Cachapa «irritantes».

Ainda bem que Portugal tem génios destes. Aguardo ansiosamente o seu primeiro romance. O pior é que não percebo nada de literatura. Será que ele me deixa ler o que escreve?

25 março 2006

Há jornais assim

Há jornais giros. Num dia uma manchete a dizer que «Baía atirou a bola à cara de Ricardo»; no dia seguinte o próprio director diz que não viu nada disso e pelo menos um «opinador» ridiculariza a pseudo-agressão.

Estamos a falar de?...

21 março 2006

Eh pá, espera aí...

Uma coisa é a gente conversar e na converseta ir brincando que está a ficar gimbras, que tem mentalidade de 40 ou 50 anos, até dá para fingir que não se percebe nada do que esta malta agora faz e curtir o ar escandalizado da Rita e da Jo, por exemplo.

Mas de repente ele e ela, entre outras dezenas de amigos e conhecidos, falam é de Rock in Rio e sobretudo de Super Bock Super Rock. Com mil bandas da moda «alternativa e independente» a aterrarem na Portela.

E eu, que faço? Babo-me para cima dos bilhetes dos ROLLING STONES que consegui arranjar (mil obrigados, CPS!) sem andar em filas!

Parece-me que a coisa desta vez é mais séria...

P. S. - Rita, se te sentires realmente mal não precisas de vir, pronto, eu ligo ao meu pai, ou mesmo ao meu avô, ou assim, em último caso uma tia solteira ou um tio viúvo, e acabo por arranjar companhia.