OK, malta amiga que desafiou: após jantar que ajudou um bocadito, aqui ficam, para reflexão de fim-de-semana, hábitos estranhos deste vosso companheiro.
1) Deixo sempre um bocado de vinho no copo para depois do café, em casa ou no restaurante. E recuso-me a sair da mesa com uma pinga de tinto que seja a sobrar. Mesmo que entretanto já tenha aviado um uísquezito-coisa-pouca-só-mesmo-um-cheirinho
2) Prefiro, de longe, puré de batata de pacote a produto original, feito em casa com batata verdadeira
3) Desde miúdo que gosto de ler o jornal acabadinho de sair da tabacaria, ainda com as dobras e os vincos todos. Mas só o do dia. Exemplo: o Expresso bem dobradinho ao sábado de manhã, no primeiro contacto, mas se voltar a ele domingo ou segunda já o quero usado e amarrotado. Falo do Expresso porque mantém, parece que por pouco tempo mais, o inteligente formato broadsheet. Mas eu gostava mesmo era de A BOLA antiga, mais larga ainda. Nas férias chegávamos a comprar duas Bolas, porque o meu pai, vá lá saber-se porquê, tem a mesma mania que eu. Ou será ao contrário?
4) Quando acabamos de cozinhar (eu e/ou o meu pai) a cozinha fica quase incólume, ou no mínimo organizada, com a eventual loiça por lavar empilhada no sítio certo e as tralhas arrumadas. Lá em casa é fácil saber-se quem fez o almoço ou o jantar antes mesmo de ele ir para a mesa...
5) Gosto de simetrias em quase tudo. Se numa ponta do sofá está uma almoçada inclinada a 45 graus, na outra ponta quero uma exactamente em espelho. Vale para quase tudo. O meu filho de dois anos é capaz de voltar atrás se dois interruptores que estão lado a lado não estiverem ambos para baixo ou ambos para cima. Vá lá saber-se porquê.