21 março 2006

Eh pá, espera aí...

Uma coisa é a gente conversar e na converseta ir brincando que está a ficar gimbras, que tem mentalidade de 40 ou 50 anos, até dá para fingir que não se percebe nada do que esta malta agora faz e curtir o ar escandalizado da Rita e da Jo, por exemplo.

Mas de repente ele e ela, entre outras dezenas de amigos e conhecidos, falam é de Rock in Rio e sobretudo de Super Bock Super Rock. Com mil bandas da moda «alternativa e independente» a aterrarem na Portela.

E eu, que faço? Babo-me para cima dos bilhetes dos ROLLING STONES que consegui arranjar (mil obrigados, CPS!) sem andar em filas!

Parece-me que a coisa desta vez é mais séria...

P. S. - Rita, se te sentires realmente mal não precisas de vir, pronto, eu ligo ao meu pai, ou mesmo ao meu avô, ou assim, em último caso uma tia solteira ou um tio viúvo, e acabo por arranjar companhia.

20 março 2006

Aceitam recomendações?

À FA, federação inglesa de futebol:

Olhem, vossas excelências vão desculpar por isto seguir em Português, mas estou como o nosso Felipão: ando com o inglês enferrujado. De qualquer forma, se o perceberam durante a entrevista que lhe fizeram na semana passada, hão-de arranjar maneira de me perceber a mim. Isto quem quer mesmo uma coisa não há nada que o atrapalhe, não é?

É verdade que ainda não percebi se são vocês que o querem ou ele que vos quer a vós (no meu tempo as entrevistas para emprego dependiam de candidatura do interessado no posto), mas seja como for aqui vai:

O senhor Luiz Felipe, enquanto cá trabalhou, mostrou-se de uma honestidade e de uma entrega e uma dedicação e uma paixão a toda a prova. Ainda recordamos com saudade as bandeiras em cada janela de Portugal e o Costinha e o Ricardo aos papéis enquanto o grego cabeceava para o ouro. Esteve sempre pronto para observar jogos e discutir abertamente as suas opções. Cultivou boas relações com todos os clubes e acertou com um onze-base assim que cá chegou.

É óptimo, fantástico, maravilhoso. Estávamos até capazes de jogar o Mundial sem ele, tal foi a forma como ele preparou tudo. Peço-vos, no entanto, que nesse caso nos emprestem o vosso seleccionador. Contratozito de três meses, depois logo se vê. Não vá o Eriksson já ter esquecido o Português...

18 março 2006

Pena a foto...

Foto daqui

Percebe-se mal, mas eu explico e prometo, depois, tentar obter imagem digna do momento: o púlpito onde falam os congressistas do PSD, este fim-de-semana, diz «CREDIBILIDADE». Hoje à tarde, durante largos minutos, vi na SIC Notícias Alberto João Jardim com esta legenda! Se não fosse dramático até podia dar vontade de rir.

13 março 2006

Cheiro a flores

Chegou a Primavera. Ou melhor, na prática chegou o Verão, que como todos sabemos está a acabar-se esse tempo das estações do ano todas certinhas e sequenciais.

Provas?

1) Ontem à tarde cheguei de um Alentejo a ferver e já calcei as havaianas para ver a bola, acompanhadas à cintura pelo fiel calção de algodão do Campomaiorense e ao tronco por uma t-shirt azul da Champions que o Porto ganhou (chama-se adequação temática; a cerveja gelada não conta porque no Inverno marcha na mesma)

2) Hoje de manhã (oito) saí de casa só em camisa e casaco mais ou menos leve. Nem pinga de frio. Cheiro a sol e flores. Passados 45 minutos já pingava, mas suor, depois de subir do Martim Moniz para o Campo dos Mártires da Pátria. Quando se amaldiçoa um casaco está tudo dito...

3) Nem quero pensar em como estará inclemente o sol daqui a pouco, quando sair. O que vale é que agora será a descer.

4) Para quem achar que exagero (sei que há por aí muito disso), que sou um calorento e tal, a prova final, conclusiva e irrefutável de que Inverno há mais para o ano, mesmo que ainda chova: A RITA TEVE CALOR DE NOITE (e agora, querida, vais arrumar a merda do edredon de penas que já devia estar a hibernar há duas semanas, não é?)

08 março 2006

05 março 2006

Gargalhada do ano (e ainda vamos em Março)

Notícias deste domingo dizem que Sagres e Vila Real de Santo António vão ser ligadas por... ciclovia. Ciclovia, topam? Aqueles caminhos que servem para andar de bicicleta e onde não podem circular carros, nem estacionar, e assim. Quem já foi à Holanda tem ideia do que é.

NO ALGARVE???? AH AH AH AHAH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH!

03 março 2006

Não tem dado ou não tem apetecido?

Voltamos a qualquer momento. Não pedimos desculpa porque vocês não se chateiam, de certeza. Beijos, abraços e bom fim-de-semana.

24 fevereiro 2006

Questão que me atormenta

Jogo no Euromilhões, no Totoloto, no Loto 2 e (por graça e defeito profissional) no Totobola.

O que será mais improvável? Eu ganhar um primeiro prémio ou o José Mourinho admitir uma derrota?

BARCELOOOOOOOOOONA!

21 fevereiro 2006

Hábitos estranhos II

Não sei exactamente por quanto tempo, mas sim, eu era capaz de viver com uma (numa...) cozinha destas. Aceitam-se ofensas.



Foto AP

Não têm uma pilinha para se entreter?

Norte-americanos (claro!!!) estão em vias de inventar uma pílula que permite a uma pessoa dormir apenas duas horas, mantendo intactas todas as capacidades inerentes ao estar (bem) acordado.

O prof. Marcelo diz que só dorme quatro horas por dia, mas isso é um problema dele. Eu às vezes também. Acontece a todos. Mas por que raio precisamos de dormir apenas duas? Ah, pois, a produtividade... A seguir inventam um comprimido que garanta 14 horas de trabalho/dia sem cansaço, boa?

Estes senhores ou senhoras não têm, por exemplo, uma pilinha com que se entreter, em vez de andarem a inventar a morte da nossa forma de vida?

Viu-se bem daí, mãe?

Este ano não precisavas de ir à Serra da Estrela. Nós, mesmo assim, vamos tentar lá passar.

Évora, 2006, fotos daqui

17 fevereiro 2006

Finalmente fim-de-semana, finalmente desafio aceite

OK, malta amiga que desafiou: após jantar que ajudou um bocadito, aqui ficam, para reflexão de fim-de-semana, hábitos estranhos deste vosso companheiro.

1) Deixo sempre um bocado de vinho no copo para depois do café, em casa ou no restaurante. E recuso-me a sair da mesa com uma pinga de tinto que seja a sobrar. Mesmo que entretanto já tenha aviado um uísquezito-coisa-pouca-só-mesmo-um-cheirinho

2) Prefiro, de longe, puré de batata de pacote a produto original, feito em casa com batata verdadeira

3) Desde miúdo que gosto de ler o jornal acabadinho de sair da tabacaria, ainda com as dobras e os vincos todos. Mas só o do dia. Exemplo: o Expresso bem dobradinho ao sábado de manhã, no primeiro contacto, mas se voltar a ele domingo ou segunda já o quero usado e amarrotado. Falo do Expresso porque mantém, parece que por pouco tempo mais, o inteligente formato broadsheet. Mas eu gostava mesmo era de A BOLA antiga, mais larga ainda. Nas férias chegávamos a comprar duas Bolas, porque o meu pai, vá lá saber-se porquê, tem a mesma mania que eu. Ou será ao contrário?

4) Quando acabamos de cozinhar (eu e/ou o meu pai) a cozinha fica quase incólume, ou no mínimo organizada, com a eventual loiça por lavar empilhada no sítio certo e as tralhas arrumadas. Lá em casa é fácil saber-se quem fez o almoço ou o jantar antes mesmo de ele ir para a mesa...

5) Gosto de simetrias em quase tudo. Se numa ponta do sofá está uma almoçada inclinada a 45 graus, na outra ponta quero uma exactamente em espelho. Vale para quase tudo. O meu filho de dois anos é capaz de voltar atrás se dois interruptores que estão lado a lado não estiverem ambos para baixo ou ambos para cima. Vá lá saber-se porquê.

16 fevereiro 2006

Quem queres ser quando morreres?

Morreu Eduardo Alberto Ferro Rodrigues. Autor de peças de teatro e programas de rádio, pai de Ferro Rodrigues (ex-muita coisa entre as quais líder do PS) e avô de Rita Ferro Rodrigues, apresentadora da SIC (e sportinguistas, todos).

Foi engraçado ver a forma como os diferentes jornais titularam a notícia: para os ditos «de referência», morreu o animador de rádio e dramaturgo; para os chamados «populares» morreu 1) o avô da Rita (24 Horas) ou 2) o pai de Ferro Rodrigues.

A comparação vale o que vale. Mostra as diferenças. Eu sei quais prefiro. Mas cuidado com as aparências: se uma pessoa «normal» ler só o Público, por exemplo, será que chega a reparar na notícia?...

Chamem-me totó, pronto

Leio na capa do DN: «Venda de crianças vai ser punida por lei»

MAS AINDA NÃO É?

Que inocente, porra...

Não é má vontade...

Já recebi três desafios para aquela história dos cinco hábitos estranhos. Prometo que chegarão. Olha, se calhar esta de não encontrar assim de repente hábitos estranhos já é um deles... Mas hei-de reflectir para elencar (adoro esta palavra, «elencar») os outros quatro. Até já.

15 fevereiro 2006

Não sei se o prendia ou se era melhor uma chapada

Leio muito pouco «O Independente», ao contrário do que sucedia quando me apareciam os primeiros pêlos na cara — o Indy era muito in e muito culto e muito contra a corrente e muito tuditudo. Mas costumo ler o António Tavares-Teles (e dispenso teorias psicanalíticas sobre isso, embora as compreenda).

Serve isto para dizer que li no ATT que um padre deu uma entrevista ao Independente onde disse isto: «É mais grave fazer um aborto que violar uma criança.»

Li e reli. Não quero saber o nome do animal de batina que proferiu tal frase. Mas pensando bem até o compreendo: é uma espécie de autocrítica — nos seminários não se fazem abortos.

14 fevereiro 2006

Orgasmos

Eh pá, ou ando distraído à brava ou só entre ontem à noite e hoje é que reparei que anda meio mundo a falar de orgasmos como se falasse de uvas em Setembro.

Ontem era o ABC do Sexo, ou lá como se chama a Marta na TVI; hoje de manhã era uma senhora na SIC a dissecar o clitoris, salvo seja, agora até a TSF à tarde fala de conseguir, ou fingir, ou nem sequer lá ir.

Porreiro. Começamos a ir ao encontro das verdadeiras preocupações das pessoas.

13 fevereiro 2006

A diferença (também) está nisto

Porventura entusiasmado com a polémica que entretém o mundo, um jornal alemão publicou cartoon com os jogadores da selecção de futebol do Irão envoltos em explosivos, como bombistas suicidas.

A embaixada do Irão na Alemanha, cito carta enviada ao jornal, «protesta de forma veemente contra a ausência de sensibilidade manifestada pelo jornal e exige um pedido de desculpas».

Isto é entender a liberdade de expressão e o jogo democrático, com o consequente direito à indignação e ao bom nome, questões que se resolvem entre cavalheiros — com pedidos de desculpa, por exemplo — ou nos tribunais, caso o cavalheirismo não chegue. Nunca se resolverá à chapada, à pedrada ou à Intifada.

A distância entre as reacções aos cartoons da Dinamarca e a este equivale exactamente à diferença entre o mundo livre e o mundo oprimido. A embaixada iraniana na Alemanha vive cá deste lado...

Quero férias de neve!

(mas não tenho dinheiro...)
Foto AP